domingo, 23 de março de 2025

Presidente de El Salvador, Bukele explica por que Brasil não controla o crime organizado: ‘porque estão dentro do governo’


O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, compartilhou um vídeo em que menciona o Brasil e o motivo pelo qual países não enfrentam o crime organizado. Bukele afirmou: “não existe governo que não possa eliminar a criminalidade. Isso é absurdo. O Leviatã, o Estado, sempre é mais forte do que qualquer organização criminosa. Nós demonstramos isso. Éramos o país mais inseguro do mundo, e agora somos o mais seguro do hemisfério. A organização criminosa do Brasil é muito maior. Mas, ao mesmo tempo, o Estado do Brasil é muito maior, mais forte e mais poderoso do que a organização criminosa”.

Bukele rebateu as narrativas usadas para se justificar a falta de combate ao crime organizado, mostrando que não se sustentam. Ele apontou que países com mais consumo de drogas não entregam áreas inteiras de seu território a cartéis e gangues, nem tampouco países com populações muito maiores ou territórios inóspitos. 

Bukele questionou: “Como é possível que uma organização criminosa consiga se apropriar de um território inteiro e o governo não consiga expulsá-los?”. A um auxiliar que respondeu “porque eles estão dentro do governo”, o presidente respondeu: “é por isso”. Bukele reiterou: “a execução pode ter suas complexidades, mas, antes de tudo, é preciso partir da teoria: não existe Estado que não possa eliminar a criminalidade”.

Pelas redes sociais, Bukele rebateu outra narrativa, de que ele só teria conseguido controlar seu território por se tratar de um país pequeno. Ele respondeu a uma postagem que comparava o tamanho de El Salvador com o do México e disse: 

“Estou vendo muitas publicações como esta e, na verdade, não entendo a obsessão com El Salvador. De qualquer forma, 28 dos 32 estados do México têm uma população igual ou menor que a de El Salvador. 

Por que, então, não conseguem resolver a questão da segurança em um único estado, com menos habitantes que El Salvador, se têm os recursos de um país com 130 milhões de habitantes? 

Resolvam a questão da segurança em um estado primeiro, depois no seguinte, e assim por diante, até abranger esses 28 estados”. 

Nayib Bukele também compartilhou um vídeo com um trecho de discurso do presidente Donald Trump, em que Trump falava sobre os criminosos que estão sendo deportados dos Estados Unidos e levados para uma prisão em El Salvador. No discurso, Trump lembra que os criminosos eram muito durões enquanto agiam sem qualquer controle nos Estados Unidos, e rebate os juízes que vêm tentando impedir as deportações. Trump diz: “é um bando de bandidos, eles vêm da Venezuela, das prisões da Venezuela. São pessoas muito, muito perigosas. Mas não pareciam tão perigosos quando os guardas tomaram conta da situação. Quero agradecer ao presidente de El Salvador, é um amigo meu. Ele está fazendo um ótimo trabalho. É inacreditável que os esquerdistas estejam agindo para trazê-los de volta”.

Trump prosseguiu: “a nova política dos esquerdistas é trazê-los de volta, ‘vamos trazer o Tren de Aragua de volta ao nosso país, vamos trazer os piores’. Eles são os piores criminosos, e pareciam muito frágeis nas mãos da polícia. É muito impressionante. Os esquerdistas não estavam lá quando os bandidos estavam no Colorado, cortando os dedos de um homem que ligou para a polícia. Eles pareciam bem mais durões lá, do que depois, com as cabeças raspadas e as mãos algemadas”.

Trump afirmou: “são bandidos durões, são pessoas más. Não queremos essas pessoas no nosso país. Não podemos deixar um juiz decidir isso. Ele não concorreu à presidência e não recebeu mais de 80 milhões de votos. E simplesmente não podemos deixar isso acontecer. Seria muito ruim para o nosso país”. 

Na conjuntura jurídica atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos e sub-humanos, sendo perseguidas implacavelmente por medidas judiciais invasivas e arbitrárias, sem direito razoável ao contraditório e à ampla defesa, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, exposição indevida de dados, entre outras.  

O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a advertir, em um pronunciamento, para uma manifestação da subprocuradora Lindôra Araújo, da PGR - Procuradoria-Geral da República - que denunciou o uso da técnica da “fishing expedition” por parte do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A técnica é comum nos inquéritos conduzidos por Moraes contra adversários políticos, jornais independentes e cidadãos que se expressam de maneira crítica contra a conduta de ministros da Suprema Corte. Neste modus operandi, o investigador promove uma devassa em pessoas escolhidas por ele para procurar algum indício ou algum motivo para acusação, em contrariedade ao preconizado pelo Direito, que deveria investigar fatos. 

Em inquéritos conduzidos em cortes superiores, observa-se um procedimento característico: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. As “matérias” e depoimentos de pessoas suspeitas são aceitas sem questionamento e servem de base para medidas cautelares contra as pessoas “marcadas”. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. Os inquéritos são mantidos abertos por tempo indeterminado para continuarem a produzir seus efeitos devastadores sobre as vidas dos investigados, que não têm meios para questionar as decisões. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin, e o inquérito passa de corregedor em corregedor, enquanto a renda do trabalho de famílias e empresas permanece confiscada sem base legal.  Após o ministro Luís Felipe Salomão, já foram relatores do inquérito os ministros Mauro Campbell Marques, Benedito Gonçalves e Raul Araújo. A atual relatora é a ministra Isabel Gallotti. 

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento dos veículos por impossibilidade de gerar renda. Todos os nossos rendimentos de mais de 20 meses de trabalho são retidos sem base legal. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

Há mais de 10 anos, a Folha Política vem mostrando os fatos da política brasileira e dando voz a pessoas que o cartel midiático quer calar. Pix: ajude@folhapolitica.org

Toda a renda gerada pelo nosso jornal por mais de 20 meses está bloqueada por ordem do TSE. Ajude a Folha Política a continuar o seu trabalho. Doe por meio do PIX: ajude@folhapolitica.org  


Depósitos / Transferências (Conta Bancária): 

Banco Inter (077)

Agência: 0001

Conta: 10134774-0

Raposo Fernandes Marketing Digital LTDA (Administradora da Folha Política)

CNPJ 20.010.215/0001-09

-

Banco Itaú (341)

Agência: 1571

Conta: 10911-3

Raposo Fernandes Marketing Digital LTDA (Administradora da Folha Política)

CNPJ 20.010.215/0001-09


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário